terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

mistura

eunãoqueroserinjustaeunãoqueroserinjustaeunãoqueroserinjusta
perdão.

Eu aprendo com dificuldade, mas eu sei que preciso aprender, na prática fica tão mais difícil.
Ego é um negócio traiçoeiro, parece que quanto mais a gente quer tirar da gente, mais a gente o perceb.
Eu preciso esperar, preciso esperar.
E preciso, principalmente, saber esperar.
Não gosto quando minhas palavras ficam assim jogadas porque só eu entendo e a minha reclamação do ego aparece mais uma vez. Quantas vezes nesse pequeno trecho eu já disse a palavra "eu"? E, por vezes, tento disfarçá-la, em vez de botar o eu na frente eu somente conjugo o verbo na primeira pessoa, deixando a palavra em elipse.

Facebook, você saiu por uns tempos da minha vida. Senti uma vontade meio intensa de deixar de viver tanto o mundo virtual para ir enfim de encontro ao que pode acontecer na minha vida. É incrível, proporcionalmente, estou lendo como nunca.
"A felicidade só é real quando compartilhada" - sim! Mas, embora a internet tenha ajudado na projeção cada vez mais larga de conteúdo, há outros meios muito humanos de se fazer isso.

Estamos confiantes. Vai dar tudo certo.

Já cantava Gil, já concordava Bethânia: A fé não costuma faiá.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Na barriga

Pareço moderna.

É engraçado - não sei se é engraçado - ver o rumo que a vida levou desde uns tempos um pouco remotos. Estou muito otimista, embora saiba que talvez não seja a melhor das boas.
Vejo, percebo, penso, confirmo que a vida nos dá chutes e pontapés para que a vivência, a convivência e a própria vida fique mais humilde. Estou muito agradecida ao meu Deus, que é o mesmo Deus dos judeus, evangélicos, espiritas, khishnas e tudo mais. Na essência é o ensinamento que é sagrado e por ele sempre passamos.

Na barriga, sempre na barriga.
A própria figura da barriga é sagrada, há muitas transformações que acontecem por lá. Há muitas sensações também.

Às vezes nós não somos o que parecemos.
Vamos ver como vai ser.
Grata, muito grata.
A vida ensina
A gente aprende.

Essa é a família
Essa é a unidade
Essa é a celebração
ISSO é sagrado.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Eu sinto meus dedos passeando pelo seu rosto, o rosto com textura diferente do meu, minhas mãos nem conseguem cobri-lo por inteiro. O rosto com pontinhos, com poucos desníveis. A barba errada e bonita, a boca desenhada alta e torta, bonita, muito bonita, a cicatriz pouco profunda, feia, mas bonita. O rosto mais velho, vivo, vivido. A fala que canta diferente em mim e o olhar profundo que me diz muito ao se fechar devagarzinho. O cheiro sem perfume e o suor caindo.
Eu sinto.
São duas da manhã,

Reflexão se torna quase uma obrigação, sem ela não é possível dormir.
Hoje decidi me livrar da amarra idade. Assumo todas as idades. “Filha, você tem 18 anos, como ainda se comporta assim?” “Dri, você já sabe o que fazer, em que lugar estará quando tiver 30?” “Didi, você parece estar no mundo há mais tempo que eu, que tenho 28.” É possível que eu seja todo mundo ao mesmo tempo.

Já deveria ter ido dormir, mas tenho deixado crescer a minha admiração pela noite.
À noite, em São Paulo, os carros estão menor quantidade pela cidade, as luzes nos postes altos estão acesas, mas não dão conta de iluminar tudo. Vou à janela e me imagino no topo da árvore mais alta da praça cantando junto ao vento, que sopra gelado deixando minha pele arrepiada. O arrepio deixa a pele bonita, a barriga fica bonita e o peito também. Me lembro que, desde pequena, sinto atração e simpatia pela noite - ao contrário da minha irmã que sempre sentiu medo do escuro. Era legal viajar à noite. A gasolina da caminhonete sempre faltava em algum ponto da estrada escura e meus pais saíam juntos para reabastecer, era romântico para eles... Enquanto minha irmã e eu, tão pequenininhas, ficávamos sozinhas. Eu sempre tentava acalmá-la, mas ela sentia muito medo. Olhava para cima, as estrelas faziam do céu um sorvete de flocos ao contrário. Até hoje tenho lembranças dessa época junto com o cheiro de mato molhado assim que chegávamos em Piraju.
Era noite na estrada, era Vida na vida.
Vai, menina, enquanto pode
Sente, menina, enquanto faz
Age, menina, enquanto é...
Vi-te em meus sonhos
Mas que danado você!
Me deu o maior susto!
Pelo visto não mudou nada!
Continua o mesmo, mesmo
Igualzinho ao que era antes
E que saudade que já sinto,
Muito bacana te ver assim
Volte mais vezes.

sábado, 29 de dezembro de 2012

a lembrança é a armadilha mais ingênua e bonita
armadilha sim, pois faz lembrar de um tempo que jamais volta.
lembro do seu sorriso e de como você me falava da vida, naquele momento eu estava te amando...