quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Porque nesse momento parece que o único pensamento bom está no futuro, na tentativa de imaginar o presente e aprender com ele depois. Assim eu começo a perceber como a cabeça, os pensamentos e as ideias refletem o corpo. Como tudo está completamente interligado. Não conseguir comer direito, falar direito e enxergar bem é o reflexo de não conseguir pensar em respostas otimistas para esse mundo agora, porque parece que parei de achar graça naquilo que foi feito para a distração e só consigo ver beleza nas coisas mais simples, nas pessoas simples e nos pensamentos simples. Tenho medo da vida, tenho muito medo das pessoas, medo do mundo, embora eu consiga ver muita beleza em tudo isso também. Sinto-me fraca, tenho vontade de chorar, tenho vontade de ser sincera a todo o momento com todo o mundo, mesmo sabendo que isso levaria ao fim algumas relações. Mas tenho muito mais vontade de sair desse estado que começou não sei o porquê, mas que parasita meus pensamentos e por consequência todo o meu corpo. E que vá para o espaço aquela ideia de que temos que estar sempre bem. Para ficar bem é necessário passar por isso antes. Estou pesada demais para voar, mas vai passar... Sempre passa.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

inconstância de cabeça para baixo

domingo, 12 de agosto de 2012

temos duas vidas que são paralelas uma à outra. enquanto sonhamos, aqui, estamos vivendo do lado de lá e quando despertamos, aqui, a nossa outra vida começa a sonhar. porém, só é possível lembrar da vida que estamos vivendo no momento e, porque parecia mais prático, alguém começou a chamá-la (essa vida do momento) de 'nossa realidade'. por mera consequência, aprendemos também a chamar de 'loucos' aqueles que acreditam na ideia de que a vida dos sonhos na verdade existe sim - só que de um outro lado.

domingo, 5 de agosto de 2012

tem gente que nasce poesia.
e por mais que isso não se evidencie tão bem, não é raro, com um pouquinho de jeito, reconhecer.
às vezes o tom da voz, a maneira como os olhos se fecham num sorriso e o olhar, por instantes, inquieto
dão a sensação de que a paz existe.
nessas horas o que de mais sincero é possível fazer?
calar, observar e, quando as palavras fugirem, agradecer através da alma.
não sei porque vivemos. não sei porque escrevo. escrevo p/ aliviar algo dentro de mim, mas porque isso acontece eu não sei. eu vou ser uma pessoa grande, mas serei vista como alguém pequena. pressionam todos o tempo todo e cobram de todos uma determinada função. é preciso produzir p/ a sociedade, mas a produção deve ser nos moldes já conhecidos e esperados. alguém que não trabalha é alguém errado. não concordo. as pessoas veem a faculdade como algo que deve ser passado o mais rápido possível p/ alcançar o mercado de trabalho. minha profissão será uma faculdade eterna, a vida me ensina que eu devo seguir estudando, produzindo, conhecendo, entendendo, compreendendo p/ depois fazer algum julgamento.
eu me pergunto, sempre, p/ que viemos. não dá. a vida é muito mais e tudo está ligado. por favor, não desperdicemos isso, isso é raro e lindo. uma vida com frescuras não merece ser vivida. uma vida sem a busca por algo maior (que não é dinheiro e status!!!) é uma vida sem a busca por algo maior.
eu insisto sempre e posso estar errada, mas é preciso.
eu amo, eu sinto, eu amo!

terça-feira, 31 de julho de 2012

hoje senti certeza de que eu nunca quero te ver chorar daquele jeito, não daquele jeito. não com com aqueles olhos doces, vermelhos, desiludidos, abertos - terrivelmente abertos - e decepcionados.